Associação Ligados ao Futuro, ONG sem fins lucrativos, foi criada para beneficiar crianças, jovens e adultos em situação de risco social, educacional e cultural.

A dívida social é a diferença entre aquilo a que todo cidadão tem direito e o que ele, efetivamente, recebe da sociedade em termos de condições para o exercício dos seus direitos fundamentais.

Somente as ações filantrópicas, não são capazes de contribuir para o resgate social. Ao contrário, solitárias, elas servem a manutenção das desigualdades sociais, uma vez que propiciam a satisfação das necessidades básicas mais imediatas, mas não promovem o capital social das pessoas ou grupos beneficiados. São ações alternativas, pois visam substituir o Estado nas áreas (Saúde, Educação, Nutrição, etc.) em que este se fez ausente ou mostrou-se ineficiente. A situação de exclusão acaba por impor ações dessa natureza. Porém, elas só se justificam em casos emergenciais. Não podem constituir um paradigma da ação social.

Muitos projetos dirigidos a crianças e adolescentes em situação precária situação social, embora tenham seu mérito, ainda assim não são ações promotoras de Capital Social. Por isso, buscamos criar projetos na área social trabalhando com um novo paradigma que não exclui a filantropia; antes, a insere numa realidade econômica com face humana, não-excludente, capaz de gerar Capital Social e, sobretudo, promover o desenvolvimento humano sustentável.

Esse novo paradigma vincula-se às Ações Alterativas, isto é, projetos e programas que alteram o meio social, que geram e sustentam transformações efetivas no meio social, ou seja, criam condições para mudanças sociais tangíveis e duradouras, em contraposição àquelas que visam apenas a satisfação das necessidades básicas e mais imediatas dos grupos ou indivíduos em situação de exclusão social.

Ações Alterativas são, necessariamente, ações de natureza pública. Elas têm origem e são realizadas pelo conjunto da Sociedade (organizações sociais, órgãos governamentais, setor privado e comunidades), por meio de parcerias e alianças sociais estratégicas. Por isso, contribuem para o resgate, consolidação e sustentação do capital social. Elas também se distinguem por ter, neste caso, fins lucrativos, sim: É preciso superar o conceito de doação a fundo perdido. Na área cultural e social, investe-se no ser humano - um investimento com altíssimo e duradouro retorno, que beneficia toda a Sociedade.

Para gerar Capital Social, é preciso recuperar e promover instrumentos que favoreçam as relações interpessoais, nos âmbitos familiar e comunitário. Dar conhecimento, cultura e informação. Focar nas soluções; e não nos problemas. Essa é uma Ação com poder transformador e, por isso, é capaz de fazer a diferença.